Ler e escrever são tarefas complementares – e nunca será demais insistir sobre este ponto. Para escrever boa literatura, o aspirante a escritor deve conhecer a boa literatura. Ou seja: ler bons autores.
A pequena lista a seguir não pretende ser exaustiva, e está longe de representar um painel, mesmo modesto, da prosa brasileira de ficção. A idéia, aqui, é apenas sugerir algumas leituras clássicas para a formação essencial de um bom leitor. Esta é também, no fim das contas, a missão de quem ensina...
Alguns dos livros citados contam com diferentes edições no mercado, enquanto outros (mais raros ou já esgotados) vão exigir do leitor uma busca pelos sebos e livrarias de sua cidade. A falta de referências catalográficas (edição, etc.) é proposital: vai tornar a procura um pouco mais emocionante. Afinal, para o aprendiz da arte da escrita, a caçada ao tesouro dos bons livros é o primeiro passo dessa grande aventura.
Machado de Assis
• Várias histórias, contos.
• Relíquias de casa velha, contos e ensaios.
• Dom Casmurro, romance.
• Memórias póstumas de Brás Cubas, romance.
• Quincas Borba, romance.
• Esaú e Jacó, romance.
• Memorial de Aires, romance.
José de Alencar
• Senhora, romance.
• O guarani, romance.
• Iracema, romance.
• As minas de prata, romance histórico.
Aluísio Azevedo
• Casa de pensão, romance.
• O cortiço, romance.
Manoel Antonio de Almeida
• Memórias de um sargento de milícias, romance.
Graciliano Ramos
• Vidas Secas, romance.
• Angústia, romance.
• São Bernardo, romance.
• Viventes das Alagoas, crônicas.
José Lins do Rego
• Menino de Engenho, romance.
• Fogo morto, romance.
• Eurídice, romance.
Érico Veríssimo
• O tempo e o vento ( três volumes), romance.
• O resto é silêncio, romance.
• Noite, romance.
• O Senhor Embaixador, romance.
Osman Lins
• Nove, Novena, contos.
• Avalovara, romance.
• O fiel e a pedra, romance.
Clarice Lispector
• Laços de família, contos.
• A legião estrangeira, contos.
• A maçã no escuro, romance.
• A paixão segundo G.H., romance.
• A hora da estrela, romance.
Guimarães Rosa
• Grande sertão: veredas, romance
• Primeiras estórias, contos.
Rubem Fonseca
• A coleira do cão, contos.
• Os prisioneiros, contos.
• O cobrador, contos.
• Agosto, romance.
Dalton Trevisan
• Cemitério de elefantes, contos.
• O vampiro de Curitiba, contos.
Rubem Braga
• O homem rouco, crônicas.
• Ai de ti, Copacabana, crônicas.
• O conde e o passarinho, crônicas.
Fernando Sabino
• O encontro marcado, romance.
• O homem nu, crônicas.
• A mulher do vizinho, crônicas.
Marques Rebelo
• O espelho partido, romance.
• O trapicheiro
• A mudança
• A guerra está em nós
• A estrela sobe, romance.
José J. Veiga
• A hora dos ruminantes, romance.
• Os cavalinhos de Platiplanto, contos.
José Cândido de Carvalho
• O coronel e o lobisomem, romance.
Fonte: http://literal.terra.com.br/
domingo, 1 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Homenagem a TODOS os escritores*
Tivemos conhecimento,
Daquilo que era esperado,
Ter o 'júri' a contento,
Decidido e aprovado.
Tem prestígio, tem valor,
A escrita do meu Amigo.
Merecido e sem favor,
Foi o prémio atribuído.
Para os Amigos alegria,
Para o autor satisfação,
Ver que aquilo que escrevia,
Agradou, fez sensação.
Ficaremos a aguardar,
Seja em prosa ou poesia,
Que a obra vá aumentar.
E a crescer, dia após dia...
Cá esperamos de verdade,
Novos livros para ler.
Com um abraço de Amizade,
Dum Amigo, pode crer...
António dos Santos
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=142527#ixzz0uin8UA9u
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
PARABÉNS pelo nosso dia queridos labuteiros das palavras, artesãos da vida, profetas de letrinhas que se unem e se inundam de sentimentalidades...Muita inspiração vos desejo e muitos abraços poéticos!
terça-feira, 6 de julho de 2010
O que é o que é?- Um pouco de música!
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Composição: Gonzaguinha
Por que postar aqui essa música? Ora, porque a vida é lindaaa! =D
E nela, todos os dias agregamos grandes lições e nossas conjecturas estão sempre caindo por terra.
E porque um amanhã bem lindo vai raiando...
E porque toda grande lição deve ser repassada e esta música, nada mais é do que isso.
E nela, todos os dias agregamos grandes lições e nossas conjecturas estão sempre caindo por terra.
E porque um amanhã bem lindo vai raiando...
E porque toda grande lição deve ser repassada e esta música, nada mais é do que isso.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Um pouco de poesia: Insônia criativa?
É na atroz madrugada fria e calma, que decido por assumir quem sou.
Minhas limitações, meu ser diferente, minha forma de irritação diferente, forma de amar diferente, forma de questionar diferente.
Paradoxal forma de pensar?
Mas, e se eu for totalmente paradoxal?Freud explica? Durkhein? Augusto Curi (risos)?
E se por ser assim, tiver que amanhecer brutal o dia, que venha!
Pois as forças que muito busquei e demorei por encontrar me revestiram e sei que haveriam de estar escondidas por sobre meu manto de teimosia, comprido e longo.
E a paz, àquela que excede todo o entendimento, superabunda e invade meu ser...
Tanto tempo fazia!
Mas voltou a poesia, na alma, na vida, no papel...
Tudo voltou a ser belo, voltei a me achar bela,
A beleza fundamentalmente interior que impera, que seduz, que transborda, que emana bons e nobres sentimentos!
Uma ultrassom de minha consciência...
Ao final acabei por descobrir que já não funciono com eu-lírico.
E hoje tudo amanhece tão diferente!
Eu, de fato precisava desta madrugada.
E é após ela que já posso enxergar o sol saindo por entre as nuvens
Pois já posso sentir seus raios tocando o meu corpo frio.
Ana Paula Duarte, filosando e metaforeando numa madrugada convidativa para se estar na cama.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Uma dica supimpa
Para você que é Professor de Língua de Portuguesa e sente a necessidade de um ensino de Gramática diferente do tradicional. Muito Além de Gramática, de Irandé Antunes, é um livro interessante, de leitura clara e dinâmica, que norteiam os professores para um novo rumo no ensino da língua, longe da técnica de decorar, de normatizar toda nossa língua, desmistificando e mostrando como tornar agradável para os alunos as aulas enfadonhas de regras e cheias de pedras que pelo caminho do ensinar atravancam o aprendizado. É uma ótima sugestão leitora para quem quer conhecer melhor o que se deve ensinar de Gramática nas escolas.
Literatura e Feminismo- Parte II
Bom, como foi ligeiramente explicitado no texto anterior, a relação das mulheres com a literatura começou no Brasil timidamente, em revistas e periódicos, inicialmente tratando da questão do direito ao voto e alguns outros anseios sociais das mulheres.
Grandes foram após esta, as investidas femininas na literatura, sejam por questões sociais, de funções dentro de casa, tudo para que sua emancipação ocorresse. Já no século XX, o que era até então de uma dimensão menor e menos ousada se torna de fato luta e os movimentos feministas aumentam significativamente. Aí cresce o feminismo burguês, ou seja, o feminismo daquelas mulheres que possuíam condições financeiras e portanto, acesso às informações e ao conhecimento impulsionam passeatas, publicações de livros e periódicos que tratam de algo até então considerado tabu- a sexualidade feminina- destacando-se em 1992 a obra de Ercília Nogueira Cobra(1891-1938), em seu primeiro e polêmico livro intitulado Virgindade inútil – novela de uma revoltada, publicado em meio ao burburinho da Semana de Arte Moderna , tendo ainda mais tarde publicados outros livros sobre a sexualidade da mulher.
Gostaria de destacar ainda uma outra grande escritora, a minha favorita, Clarice Lispector, que em seus inocentes 17 anos de idade publica o romance Perto do Coração Selvagem em 1944, e causa um verdadeiro frisson no círculo literário da época. E é Antônio Cândido, famoso crítico literário chegou a afirmar que aquela mocinha era tão boa na escrita que parecia um homem escrevendo. Machismo nessa fala? Muito! Porém, Clarice Lispector adorou a expressão, pois ela foi uma feminista implícita na literatura brasileira.
Chegando nos anos 70, a liberação sexual, a criação da pílula anti-concepcional e o movimento feminista no seu auge, as mulheres assumem também o seu lugar no mercado de trabalho e na política. Com isso, o espaço literário das mulheres aumenta, os movimentos e articulações feministas começam a publicar artigos científicos sobre as mulheres e suas causas, se organizam melhor, criando núcleos que discutem gênero em diversas faculdades do país. Já nos anos 90, as mulheres esncontram-se encaixadas e vitais para o mercado de trabalho, inseridas na política, na literatura, e assumem seu papel frente a família, onde o feminismo se apresenta numa fase mais madura e organizada. Na literatura cada dia aumenta o número de poetisas e escritoras que embelezam a escrita, a mulher já se faz presente até mesmo na Academia Brasileira de Letras, espaço que durante muito tempo abrigava apenas literatas do sexo masculino.
Abraço a todos,
Ana Paula Duarte.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Literatura e Feminismo- Parte I
Nada planejado abrir o blog com tal assunto, foi um estalo daqueles que sempre me vêm a mente.Bum!Nasceu a ideia, cá estou desenvolvendo-a.
Bem, falar sobre literatura e feminismo remete voltar aos séculos passados, nos quais as mulheres mantinham papéis limitados na sociedade.Submissas, recatadas, dotadas de inúmeras prendas e qualidades domésticas, em sua maioria os estudos eram dedicados ao preparo para o casamento, as mulheres não pensavam em ter uma vida fora de casa, não como nos dias atuais, em que não só pensam como cada dia é maior o número de mulheres trabalhando fora de casa e o número de mulheres que optam pelo não casamento.
A literatura tem em sua trajetória muito de reflexo de cada época. As mulheres começaram na odisséia de escritoras no Brasil segundo registros, a partir do século XIX, mas muito timidamente e ainda com todo o recato e sem refletir seus anseios, suas causas e dificuldades.A primeira grande revindicação feminina na escrita ocorre a partir de 1870, com a causa do direito das mulheres ao voto e os primeiros fortes burburinhos feministas em jornais e revistas, nessa luta, é importante ressaltar o nome de Josefina Àlvares de Azevedo (1851-?), jornalista que foi enfática em tudo o que escreveu com relação a mudanças radicais necessárias, ascensão feminina, enfim, feminismo latente e inovador, onde publicava no jornal A Família, que dirigiu durante alguns anos no qual incentivava as mulheres a ir a luta por seus direitos:
Formem grupos e associações, fundem jornais e revistas, levem de vencida os tirocínios acadêmicos, procurem as mais ilustres e felizes, com a sua influência, aviventar a campanha em bem da mulher e seus direitos, no Brasil: e assim terão as nossas virtuosas e dignas compatriotas pelejado, com o recato e moderação naturais ao seu delicado sexo, pela bela idéia "Fazer da brasileira um modelo feminino de educação e cultura espiritual, ativa, distinta e forte". (A família, ano I, n. especial)
Ainda na luta pela emancipação feminina, destaca- se a baiana Leolinda de Figueredo Daltro, educadora e forte atuante política, que buscou não apenas o direito ao voto feminino, mas trazer às mulheres consciência política.
As mulheres só conseguiram ter direito a voto em 1932, portanto houveram ainda outros nomes importantes de várias outras companheiras que encontraram na literatura um meio de expressar o sentimento feminista.Por ora encerro momentâneamente esta postagem, havendo continuação cronológica do assunto, faço isto para que o texto não fique extenso e a leitura enfadonha, já que a trajetória e a ligação entre literatura e feminismo está apenas começando e a prolixidade está entre os meus defeitos textuais.
No mais, este texto foi escrito com informações de leituras em sala de aula, livros de literatura feminina e artigos acadêmicos.Estão sujeitos à elogios e críticas, estejam a vontade.O que busco aqui é aprender e compartilhar.
Sem mais,
Ana Paula Duarte.
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